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Área de atuação

Juros abusivos no seu financiamento? revisão de financiamento e consignado que você não reconhece

A taxa que apareceu no contrato não foi a que o vendedor falou. Dentro da parcela vieram tarifas e um seguro que ninguém explicou. Ou existe um consignado descontando do seu benefício que você nunca fez. Nos três casos o trabalho começa igual: ler o contrato e refazer a conta. Atendimento presencial em Tubarão e on-line em todo o Estado de Santa Catarina.

Como esses casos costumam chegar ao escritório

Quase sempre por uma destas quatro portas.

  1. “O juro do meu financiamento está muito acima do normal”

    Na loja ou no balcão falaram uma taxa. No contrato apareceu outra. A parcela pesa mais do que a conta que você fez em casa, e o total a pagar chega perto do dobro do valor do bem.

  2. “Veio tarifa e seguro que eu não contratei”

    Tarifa de cadastro, de avaliação do bem, de registro. Um seguro embutido na parcela, de uma seguradora que você não escolheu. E aquela diferença entre o dinheiro que entrou na sua conta e o valor que ficou registrado como dívida, que ninguém explicou de onde veio.

  3. “Tem um consignado no meu nome que eu não fiz”

    O desconto aparece no extrato do INSS ou no contracheque, com o nome de um banco com o qual você nunca tratou. Às vezes começou depois de uma ligação. Às vezes ninguém sabe dizer quando começou.

  4. “Descontam uma reserva do meu benefício e eu não sei por quê”

    É a RMC, a reserva de margem consignável. Ela prende uma parte do seu benefício para pagar um cartão de crédito consignado, e muita gente descobre que tem um sem nunca ter recebido cartão nenhum, porque a coisa foi apresentada como se fosse empréstimo comum.

Não precisa saber o nome disso. Descreva o que está sendo descontado e desde quando, e traga o contrato ou o extrato se estiverem por perto.

Descrever minha situação

O que se olha num contrato de financiamento

Contrato não se discute porque a parcela ficou pesada. Discute-se quando a taxa cobrada ficou muito acima do que o mercado praticava naquele mês, quando o que foi cobrado é diferente do que foi combinado, ou quando algo entrou na conta sem você ter escolhido. É essa a diferença entre um caso e um desabafo, e é ela que a análise procura.

A taxa de juros

O ponto de referência é a média do mercado. Todo mês o Banco Central divulga a taxa média cobrada por cada banco, separada por tipo de financiamento. Quando a taxa do seu contrato está muito acima da média daquele período, a revisão da taxa é possível. Constatada essa distância, o passo seguinte é avaliar caso a caso a viabilidade de ingressar com a ação, porque a diferença precisa ser grande o bastante para justificar o processo. Duas conferências entram junto: se a taxa que está sendo cobrada é a mesma que consta do contrato, e se o custo total foi informado antes de você assinar, que é o número que aparece no contrato como CET.

Tarifas e seguro dentro da parcela

Tarifa cobrada precisa corresponder a um serviço que existiu de fato. Cobrar avaliação de um bem que ninguém foi avaliar é diferente de cobrar avaliação de um bem avaliado. E seguro vendido junto com o crédito, sem que você pudesse escolher a seguradora ou dizer não, é venda casada. É comum ele estar ali diluído na parcela, sem nunca ter sido mencionado na conversa. A conferência é feita item por item, comparando o contrato com o que entrou na sua conta.

Consignado que você não reconhece

Aqui a pergunta é mais simples: quem autorizou. O extrato do benefício mostra qual instituição desconta e quanto, e é por ali que se começa. O banco que fez a operação é quem precisa demonstrar que ela foi contratada por você, apresentando o contrato ou a gravação da ligação. Existe limite legal para quanto pode ser descontado do seu benefício ou do seu salário, e esse limite mudou várias vezes nos últimos anos, então a conferência é feita sobre o seu extrato e na data de cada contrato.

O que pode ser discutido no seu caso

Nenhum caso comporta tudo isso ao mesmo tempo. O que cabe pedir depende do contrato e da conta refeita.

Conforme a análise, o caso pode permitir:

  • que a taxa volte ao que foi contratado, com recálculo das parcelas e do saldo;
  • que as tarifas cobradas sem corresponder a serviço prestado sejam devolvidas;
  • que o seguro que você não escolheu saia da conta, com devolução do que já pagou por ele;
  • que o desconto pare, no caso do consignado que você não contratou;
  • que o contrato feito sem a sua participação seja desfeito, com devolução do que já saiu do seu benefício;
  • que o dano seja reparado, se a análise mostrar que houve dano.

Nada disso é garantia, e revisão de contrato não é corte automático de parcela. Há contratos em que a taxa, mesmo alta, acompanha a média que o mercado praticava naquele mês, e nesses a conta fecha. A avaliação de viabilidade vem antes de qualquer medida, e você a recebe por escrito, inclusive quando ela diz que não vale entrar.

O que ajuda a acelerar a análise

Nada disso é exigido para a primeira conversa. O que já estiver em mãos apenas encurta a verificação.

  • Contrato do financiamento, com o carnê ou a planilha de parcelas
  • Extrato do benefício do INSS ou contracheque, no caso de desconto consignado
  • Extrato do Registrato, no site do Banco Central, que lista os empréstimos registrados no seu CPF

Se faltar algum, o escritório indica onde conseguir.

O que acontece depois que você entra em contato

As mesmas quatro etapas de qualquer caso do escritório, aplicadas a esta área.

  1. Primeira conversa

    Você conta o que está acontecendo com o contrato, sem precisar organizar nada antes. O escritório verifica a situação e indica quais documentos serão necessários.

  2. Análise do contrato e da conta

    Contrato, carnê, extratos e comprovantes são examinados antes de qualquer providência. É aqui que a conta é refeita, para separar o que se sustenta do que não se sustenta, inclusive quando a conclusão é que não há caso a propor.

  3. Definição da estratégia

    Você recebe a orientação sobre os caminhos possíveis, administrativo ou judicial, com as etapas e o tempo esperado de cada um. As condições de contratação são formalizadas por escrito antes de qualquer medida.

  4. Condução e acompanhamento

    O andamento é comunicado a você em linguagem compreensível, sem que precise interpretar o sistema do tribunal por conta própria. Quem analisou o caso é quem o conduz.

Perguntas frequentes

Dá para reduzir a minha parcela com uma revisão?

Depende de onde a sua taxa está em relação à média. A revisão da taxa de juros é possível quando ela ficou muito acima da média divulgada pelo Banco Central no período em que você contratou. Constatada essa distância, avalia-se caso a caso a viabilidade de ingressar com a ação. A parcela também pode mudar se a análise encontrar tarifa ou seguro dentro dela que não devia estar. O que não existe é estimativa antes de ler o contrato: quem promete percentual de desconto sem ver o documento está adivinhando.

Como eu sei se o juro do meu contrato está acima do normal?

O Banco Central publica todo mês a taxa média cobrada por cada banco, separada por tipo de financiamento. A comparação é feita com o mês em que você assinou, não com a taxa de hoje. É essa distância que define se há o que discutir, e o quanto ela é grande é o que define se o processo se justifica.

Preciso parar de pagar para discutir o contrato?

Não, e parar costuma piorar a sua posição. Ficar em atraso abre caminho para a negativação do nome e para a perda do bem financiado, e derruba qualquer margem de conversa com o banco. Discutir o contrato não exige deixar de pagar.

O que é RMC e por que ela aparece no meu benefício?

RMC é a reserva de margem consignável: uma parte do seu benefício que fica presa para pagar um cartão de crédito consignado. Muita gente tem um sem nunca ter recebido o cartão, porque a operação foi oferecida como empréstimo comum. O extrato do benefício mostra a reserva e o nome da instituição responsável por ela.

Como eu descubro quantos empréstimos existem no meu CPF?

Pelo Registrato, no site do Banco Central. É gratuito, você entra com a sua conta gov.br e o relatório lista os empréstimos registrados no seu nome, com o banco e o valor de cada um. Se você é aposentado ou pensionista do INSS, existe um caminho mais direto para os consignados: o próprio INSS disponibiliza o extrato de empréstimo consignado do benefício, que mostra cada contrato descontado, com a instituição responsável e o valor. É por um desses dois que costuma aparecer o contrato que ninguém sabia que existia.

O financiamento já foi quitado. Ainda dá para discutir?

Em muitos casos sim, porque a discussão é sobre valores que já saíram do seu bolso, e não sobre um contrato em andamento. Mas existe prazo, ele varia conforme o pedido, e a prova envelhece: extrato antigo e registro de atendimento não ficam disponíveis para sempre. Quem tem um contrato quitado recentemente está em melhor posição do que quem tem um de dez anos atrás.

Descreva o seu contrato

Diga o que você financiou, o que está sendo descontado e desde quando. Se o desconto é no seu benefício, diga o nome do banco que aparece no extrato. O retorno é feito pelo próprio advogado responsável. Nenhum documento é exigido para a primeira conversa.

Falar pelo WhatsApp

As informações enviadas são protegidas pelo sigilo profissional do advogado, previsto no art. 34, VII, do Estatuto da Advocacia.

Escritório

Av. Marcolino Martins Cabral, nº 2.526
Ed. Prime Business Center, sala 1506
Bairro Aeroporto — Tubarão/SC
CEP 88705-002

(48) 99191-3255
[email protected]

Atendimento

Segunda a sexta, das 8h às 18h

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